As tranquilizadoras verdades

A distância interna entre esse mundo feliz e suas próprias zonas escuras como se vê, é muito grande. Explorar-se e compreender-se, buscando em seus desejos inconscientes, é uma arte difícil de se desenvolver e, no geral, só os golpes da vida lhes ensinam até que ponto haviam idealizados a si mesmas.

Mas ainda neste caso, a aprendizagem será complexa. Atrás da idealista e da crédula, esta Lua apresenta um novo personagem: ela que já compreendeu como é a vida e “sabe” sobre a natureza humana e de si mesmo, porque conseguiu captar os princípios gerais da existência.

Imaginem uma pessoa com a Lua em Sagitário e muita energia Plutaniana ou Saturnina no conjunto de sua carta natal. No princípio, as experiências de sua vida seriam duras e teria pouca compreensão sobre seu próprio comportamento e dos demais. Mas, em algum momento, seu interesse natural em saber a verdade se lançara aos mundos subjetivos. Este é o contexto onde a Lua em Sagitário compreende muito rapidamente conceitos e princípios básicos, dos quais sente que realmente capta o sentido de seus atos e da vida. Assim como a Lua em Gêmeos conduz a interrogação, está ávida de informação e quer conhecer coisas diferentes com múltiplas variantes e possibilidades de ação, a Lua em Sagitário necessita saber o “como” de tudo isso, porque necessita assegurar-se que o caminho eleito é o melhor. Sua sensação de potência está ligada ao que é dito como verdade, porque só se sente em equilíbrio emocional em base à confiança extrema. O idealismo aparece assim como uma conseqüência dessa necessidade de confiança porque, “se duvido então me sinto inseguro...” Seu oposto no zodíaco - a Lua em Gêmeos - duvida em contato continuamente, tanto que seu mecanismo é “perguntar à todo mundo”, porque se protege aprendendo e tendo sempre uma possibilidade à mais para considerar. Em Sagitário, pelo contrário, é imprescindível estar seguro e inclusive poder dizer aos demais o que é o melhor, para que o façam. É muito fácil para eles construir grandes generalizações das quais acreditam ter obtido certeza à respeito do sentido dos últimos acontecimentos. Refugiados neste saber e na qualidade de síntese sagitariana, é muito provável que se sintam capacitados para dar conselhos a todo mundo sobre o melhor comportamento possível, inclusive que se dediquem a transmitir as generalizações que fizeram. Se bem que o ensinar nesta Lua é um talento natural, enquanto o mecanismo não tenha sido realmente compreendido e integrado este personagem “sábio” é um “maestro de ameixa”, que resultará em um reforço gigantesco da matriz básica idealista.

Protegidos na sensação de ter compreendido, ainda que só o tenham feito em um plano puramente mental, suas realizações obturarão com mais força o verdadeiro contato emocional e o diálogo entre o nível consciente e as forças inconscientes.

Assim como a Lua em Gêmeos se refugia em suas explicações e em sua incessante atividade mental, a Lua em Sagitário se esconde na sensação de ter captado os grandes princípios da vida, sejam estes religiosos, esotéricos, psicológicos ou políticos. A suposta possibilidade de sintetizar para outros lhes garante um feed-back emocional que potencializa sua sensação de confiança básica. Se bem que esta atitude é, pelo comum, uma dificuldade sagitariana, e no caso da Lua teremos que perceber o mundo infantil e mecânico de que provém suas generalizações posto que se tenham produzido, na realidade uma síntese própria e uma elaboração pessoal de múltiplas experiências desde as quais se destila uma compreensão vital. Quando o mecanismo está ativo, esta Lua ama refletir e saber de outros, reproduzir sínteses alheias e puramente teóricas que não tenham ainda se feito carne em quem as repete. A pessoa utiliza estas generalizações como uma defesa inconsciente que supostamente a libera de ter que atravessar pelo rigor da experiência. Uma coisa é vestir-se da complexidade da existência e daí elaborar uma síntese própria - que possa ser útil aos demais - e outra muito distinta é refletir generalizações e idéias previamente sintetizadas. Se bem que estas transmitem muita segurança, na realidade estão a serviço de convencer a si mesmo que a experiência já foi realizada e que não deverá atravessar novamente, com sua carga de dor e desilusão.

2 comentários:

Anônimo disse...

eu adorei tudo o que você falou! e concordo com quase tudo rsrs apenas não concordo com o que não consegui entender, desculpe, mas são palavras muito difíceis rsrs beijos

Lara Moncay disse...

Grata.