A “mãe” da Lua em Peixes.


De um ponto de vista psicológico - as coisas são muito mais complexas. A extrema sensibilidade faz com que a energia lunar, própria desta posição, possa capturar a consciência na absolutização de sua qualidade, inibindo por muito tempo o amadurecimento do conjunto do sistema.

A criança que nasce através desta energia se sente envolvido em uma qualidade maternal onipresente, que vai muito além do vínculo com sua mãe real. Através dela toma contato com a energia de todas as mães que a precederam e se sente cobiçado por uma ternura e um cuidado infinito, dentro do qual não é necessário realizar nenhum esforço para sobreviver: tudo lhe é dado e é possível. Dentro deste confinamento deste “mundo das mães” em que sua psique habita não existem a violência, nem a luta, nem a escassez. Tudo é suavidade e cuidado e se dispõe do tempo necessário para crescer sem apreensões nem restrições. As vozes das mães contam ao redor da cama os relatos sobre as mágicas possibilidades com as quais a vida satisfaz prodigiosamente os desejos de seu filho é o arrulho que com ele dorme todas as noites.

Não é fácil neste caso, determinar um cenário externo que reflita as características afetivas da qualidade lunar da criança. O meio “objetivo” não apresenta aqui as constantes que temos visto em outros. O limite entre o “externo” e o “interno” se dissolve realmente e o que configura a psique da criança não são as modalidades manifestadas no contorno familiar - que podem variar muito uma da outra - e sim correntes inconscientes.

Em outros termos, poderíamos dizer que sua matriz afetiva está configurada pelo arquétipo da “mãe universal”. Esta imensa sensibilidade sobre a vida, que traz a energia da Lua em Peixes, faz com que o psiquismo da criança se nutra e responda de modo não usual com o mundo interno de sua mãe, o qual está fortemente ligado a cadeia de mães de sua estirpe.

A constante mais visível, no contorno familiar correspondente a esta Lua, é o vínculo muito estreito com o inconsciente de sua mãe. Quem sabe a pessoa não recorde de um excessivo contato emocional nem corporal com ela, mas em sua memória inconsciente habita uma “imensa mãe doadora”, cujo primeiro rosto é o de sua mãe real.

Em geral, a pessoa com esta Lua nasceu em uma família de fortes figuras femininas e a mãe concreta pode ser, em um nível, o extremo final de um mundo de infinitas avós, bisavós e tias, que constituem o verdadeiro e protetor personagem materno. Mais profundamente ainda, incalculáveis formas femininas aparecem em seus sonhos, com rostos mais antigos e universais de proteção e maternidade.

Se observarmos com atenção, se verá que a mãe não conseguiu cortar o cordão umbilical que a unia a sua mãe e avós. E como ela, o filho ou filha também não conseguirá cortá-lo. Um laço que une gerações de mulheres e mães está ativo no inconsciente da criança e através da dele correm as mensagens da “mãe universal”.

De outro ponto de vista, poderíamos dizer que a sensação da Lua em Peixes se corresponde com a de um feto flutuando no líquido amniótico. Ali em um estado praticamente indiferenciado com o meio que o envolve, todas as suas necessidades são satisfeitas. Algo o prove sem esforço e não é preciso experimentar tensão alguma. É essa absoluta relação que permite infinitas sensações e vivencias, está tudo. É um mundo perfeito.

2 comentários:

Anything but ordinary disse...

Que lindas palavras, sou mãe com lua em peixes na casa 1 , minha mãe verdadeira também tem lua em peixes, mas nunca moramos juntas, mas sempre quando a vejo é como se á conhecesse há anos, é muito estranho, eu sempre quis ter morado com ela só pra conhecê-la melhor rs.
Minha filha tem lua em escorpião e também me conecto bem com ela, ela me olha de uma maneira tão fixa e leve ao mesmo tempo, como se ela me conhecesse há bastante tempo também.

Lara Moncay disse...

Grata.