O mundo inacessível das Luas em signo de água.

Toda a Lua em signo de água, em geral, constrói um lugar interno no qual nada chegará jamais, um mundo interior inacessível para os outros.

Mas neste âmbito não se sente sozinha e sim, experimenta um mundo cheio de sensações, nas quais está presente a “mãe” em contato direto e pré-verbal. A possibilidade que alguém possa entrar neste espaço psíquico sem corresponder absolutamente com a “mãe” é insuportável, e por isso é necessário fechar-se quase hermeticamente ao mundo “externo”.

Assim, um traço típico das Luas em água é uma grande introversão emocional, e uma marcada renúncia a revelar seu mundo interno. A segurança se associa a interioridade, exteriorizar é perigoso e deixar entrar aquilo que não tem a mesma qualidade, aterroriza. Nesta primazia avassalante de emoção não há ação, nem tangibilidade, nem palavra possível que garanta o afeto. Os registros “objetivos” são inseguros e por isso esse interior não deve ser entendido - seria quase profaná-lo - e tão pouco têm sentido expressá-lo, é uma substância íntima e intransferível. Como veremos logo na Lua em Escorpião este mundo interno apresenta traços defensivo-agressivo-esfuziante e por isso estas pessoas se refugiam em “uma ilha isolada de turbilhões”. A Lua em Câncer, no contato, nos diz: “aqui não entra nada, porque só há lugar para mim e para minha mãe”, e à mãe não é necessário dizer nada porque ela já o sabe, mãe advinha sem que a chame. Esta plenitude do silêncio interno em que se é sabido que a mãe é um traço característico da Lua em Câncer, que a sua vez, a posterior relação com os demais, conterá afeto com a condição de que seja entendido intuitivamente.

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